A primeira rua de Nova Friburgo
Por Carlos Jayme de Siqueira Jaccoud, em 09 de maio de 2009

Durante mais de 20 anos a Vila de Nova Friburgo viveu sem nome de ruas. De praças, não. Logo após a chegada dos suíços, em 1820, três delas foram oficial e solenemente batizadas: as praças S.João, a D’El Rei D.Manoel e a do Príncipe Real D.Pedro, todas três situadas onde hoje fica a nossa praça Getúlio Vargas que, na época, era divida por dois grupos de casas coloniais e uma quarta praça, a do Pelourinho, onde hoje está a nossa praça do Paissandu. As quatro praças estão localizadas e nomeadas no mapa da vila, de 1820, mas as ruas projetadas não tinham nomes. Sem nome ficaram durante vinte anos.

Até os anos 1840, nas atas da Câmara, as identificações dos locais eram do tipo “o pontilhão em frente à casa do Velloso”, “a rua travessa no primeiro quarteirão que segue da Inspeção para a Vilagem”, “a ponte que vai para o Chateau” etc. No Livro de Aforamentos n° 1, no primeiro registro existente, em fevereiro de 1833, consta a concessão feita, a João Baptista Nicolau, de “ um terreno com 8 braças de testada, por 25 braças de fundos, imediatamente ao Armazém e à casa colonial n° 2”. Logo adiante encontramos um outro aforamento de “um terreno desocupado na praça do meio, saindo do ponto do primeiro esteio da casa de Cláudio Mathalin, seguindo rua acima”. E assim por diante. Com toda essa confusão ficamos imaginando. Por que será que os nossos vereadores, naqueles longínquos tempos, eram tão avessos à simplificação das coisas? Era tão mais fácil batizar os logradouros, ainda mais se levarmos em conta que, na época, a Matriz da Vila de Nova Friburgo, por falta de uma igreja, funcionava dentro da própria casa da Câmara, numa sala ao lado do plenário da Câmara. A pia batismal, portanto ficava ali ao lado, debaixo do mesmo telhado. Talvez aquele recalcado comportamento tenha-se extravasado na segunda metade do século seguinte quando, em nossa cidade, ocorreu o “boom” da indiscriminada mudança de nomes de ruas, praticada por um grande número dos nossos vereadores do século XX , os quais,em busca de votos, “deitaram e rolaram” nessa prática.

É sabido que a estrada que ligava Porto das Caixas a Cantagalo, vindo do Cônego, passava pela Vilagem de Cima (Paissandu), atravessava o rio Bengalas, descia para a Vila de Nova Friburgo (Praça Getulio Vargas), virava para a esquerda, tornava a transpor o rio e seguia para o Norte. Aquele pequeno trecho em que passava pelas casas coloniais da Vila, passou, nos anos 1840, e ser conhecida como rua Direita. Foi, portanto, a nossa primeira “rua” . O trecho do caminho, que da Vila ia para o sul, como já contamos em outra oportunidade, passou a ser a rua do Senado (Alberto Braune) e o que ia para o norte, rua de Château (General Osório).

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